Entrevista

Voltar as Entrevistas
Fernando Guerreiro

Fernando Guerreiro

Fernando Guerreiro, um dos mais atuantes profissionais da cena teatral baiana; começou sua carreira em l977, promovendo uma mudança quantitativa e qualitativa nos espetáculos produzidos no estado.

Profundo investigador da relação teatro X público, foi gradualmente direcionando seu trabalho para resgatar o interesse do espectador pelo teatro produzido na Bahia, criando um mercado de trabalho para os profissionais da área.

Do seu currículo constam incursões na dramaturgia brasileira (TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA, ÁLBUM DE FAMÍLIA, BEIJO NO ASFALTO e BOCA DE OURO de Nélson Rodrigues, além de O SANTO INQUÉRITO de Dias Gomes e VEREDA DA SALVAÇÃO de Jorge Andrade) e estrangeira (CALÍGULA de Albert Camus, EQUUS de Peter Shaffer, BENT de Martin Sherman, A CASA DE BERNARDA ALBA E YERMA de Lorca e VOLPONE, de Bem Jonson).

A Bofetada

É um dos fundadores da COMPANHIA BAIANA DE PARTIFARIA, com a qual produziu a comédia A BOFETADA, um dos maiores sucessos do teatro brasileiro, que permaneceu em cartaz durante 12 anos, atingindo a marca de 400.000 espectadores.

Em associação com a dramaturga Aninha Franco dirigiu mais dois grandes sucessos: OS CAFAJESTES (06 anos em cartaz) e OFICINA CONDENSADA (04 anos em cartaz).

Nos últimos anos começou a dirigir espetáculos em São Paulo, começando com CAMILA BAKER, grande sucesso de publico e crítica com Raul Gazolla, Cláudio Fontana e Caco Ciocler no elenco, PATTY DIPHUSA, texto de Almodóvar, produzido e protagonizado pela atriz Cristiane Tricerri. Sua última montagem é TRÊS HOMENS BAIXOS, comédia do dramaturgo carioca Rodrigo Murat, contando com Hérson Capri, Jonas Block e Gracindo Junior no elenco.

Um bonde chamado Desejo

Hoje Fernando Guerreiro divide seu tempo entre a coordenação do projeto EXPRESSO 2001, uma iniciativa da Fundação Cultural do Estado da Bahia que leva arte e cultura a áreas periféricas da cidade, e a direção da COMPANHIA DE TEATRO DA BAHIA, que no momento encena o texto UM BONDE CHAMADO DESEJO de Tenessee Williams.

Também coordena o grupo de teatro OLHO DE BOI, formado por funcionários dos CORREIOS ,que completa mais de uma década alternando montagens institucionais e grandes clássicos da dramarturgia brasileira e universal. Na área de áudio visual Fernando faz parte da pioneira equipe do POTE - POLO DE TELEDRAMATURGIA DA BAHIA, como coordenador de elenco.

No item premiações, destacam-se: O TROFÉU SHARP DE MELHOR MUSICAL BRASILEIRO DE 1997 para OS CAFAJESTES, PRÊMIO COPENE DE MELHOR ESPETÁCULO E DIREÇÃO PARA CALÍGULA,EM 1999 e PRÊMIO BRASKEN DE MELHOR ESPETÁCULO para BOCA DE OURO.

Vixe Maria

Constam ainda na sua brilhante trajetória experiências na Televisão como Diretor Geral em 2001 Arerê Geral - Rede Bahia, como encenador em 2002 FLICTS, 2003 BRASIS - Prêmio Brasken, 2000 Volpone - prêmio Copene. Destacamos em cartaz desde 2004 VIXE MARIA ! DEUS E O DIABO NA BAHIA - uma sátira bem humorada que adota a estética do Teatro de Revista e passeia pelas tradicionais festas de largo do calendário baiano, além do Carnaval.

Sempre bem humorado, detalhista, prático e inteligente, possuidor de um um astral motivador para seus seguidores, Guerreiro no nome e na raça é destaque no cenário teatral baiano, Fernando Guerreiro É GENTE QUE FAZ.

Entrevista concedida a Patrícia Mello

Voltar as Entrevistas